Foto do dia 22/04: Apu Gomes

Apu Gomes

Garoto envolvido por uma manta como se fosse uma múmia na Cracolândia, Centro de São Paulo.

O mineiro Luis Carlos Gomes chegou em São Paulo com sua família ainda criança. Hoje aos 26 como anos, é conhecido como Apu Gomes, repórter fotográfico da Folha de São Paulo. No começo Apu Gomes trabalhou como motoboy, mesmo assim, sempre andava com sua câmera a tiracolo, clicando cenas da cidade. Trabalhando nesta agência de motoboy, Apu conheceu diversos profissionais, tal como diretores de arte e fotógrafos. Em certa ocasião, Apu separou algumas fotografias e levou para a agência. “Olha aqui! Eu também fotografo!”, disse. A partir de então, o fotógrafo Guto Lima começou a ajudá-lo com algumas dicas. Aconselhou Apu a comprar uma câmera nova e  não queria mais que Apu ficasse nas ruas como moto boy, mas dentro da agência, especificamente dentro do estúdio, como assistente de fotógrafia.

Apu Gomes, então comprou sua primeira câmera fotográfica manual. Para chegar na Ímã Foto Galeria foi apenas um passo. O fotógrafo com quem Apu Gomes trabalhava ficou sabendo do curso de fotojornalismo, com João Bittar. Assim, Apu Gomes e Guto Lima participaram da primeira turma do curso de fotojornalismo na Ímã Foto Galeria. Apu também cursou a próxima turma, a qual o projeto final foram as exposições “Fotonovela” e ”Novos Postais de São Paulo”. Apu Gomes diz que até chegar na  Ímã Foto Galeria, ele não tinha um conhecimento real do que era o fotojornalismo. Diz também que João Bittar é um grande mestre a ser seguido. E completa “Eu gosto de cobrir o que acontece nas ruas, a correria do cotidiano”, finaliza.

Após o primeiro curso de fotojornalismo na Ímã Foto Galeria, Apu decidiu sair da agência a qual trabalhava e partiu em busca de uma agência de fotojornalismo – na qual trabalhou durante oito meses. “Foi nessa nova agência em que o material produzido começou a ser publicado nos jornais e revistas da capital e do interior.”, relembra Apu.

Da agência de fotojornalismo, Apu Gomes tornou-se free lancer no Jornal Diário de São Paulo. Atualmente trabalha na Folha de São Paulo. Suas fotografias já foram publicadas em muitas primeiras páginas. Hoje em dia, desenvolve um trabalho sobre a Cracolândia, do qual esta fotografia faz parte.

Apu Gomes

A Cracolândia ou Boca do Lixo são denominações populares de um setor do bairro de Santa Ifigênia, nas imediações avenidas Duque de Caxias, Ipiranga, Rio Branco, Cásper Líbero e a rua Mauá, onde se historicamente se desenvolveu intenso tráfico de drogas.

Recentemente, a Prefeitura de São Paulo lançou um programa denominado Nova Luz para promover a reconfiguração e requalificação da área. Entre as medidas propostas, destaca-se a renúncia fiscal referente ao IPTU, visando estimular a reformas de fachadas dos imóveis de valor venda inferior a R$ 300 mil.

Desde 2005, a prefeitura fechou bares e hotéis ligados ao tráfico de drogas e à prostituição, retirou moradores de rua e aumentou o policiamento para inibir o consumo de drogas no local. Centenas de imóveis foram declarados de utilidade pública, em uma área de 105 mil metros quadrados, e devem ser desapropriados. O objetivo do programa é tornar a área atrativa a investimentos privados, abrindo espaços para empresas do setor imobiliário.

Críticos do programa, no entanto, assinalam o seu caráter higienista, destacando que a recuperação de edifícios, praças, parques e avenidas não é acompanhada de ações voltadas aos grupos mais vulneráveis que vivem ou trabalham na área – que estão sendo sumariamente expulsos. Os sem-teto são retirados, o trabalho dos catadores de material reciclável é dificultado e os usuários e dependentes de crack (muitos dos quais crianças e adolescentes), impedidos de se reunir no local, são obrigados a perambular pelos bairros vizinhos, em bandos, sem rumo. [3].

Apesar da idealização criada Prefeitura e pelo Governo do Estado, a região continua sendo cenário de homicídios,de tráfico de drogas à luz do dia, bem como de abuso de menores.

Saiba mais: Abaixo duas matérias sobre o fotógrafo Apu Gomes:

http://www.imafotogaleria.com.br/noticias/noticia.php?cdTexto=394

http://www.imafotogaleria.com.br/exposicoes/exposicao.php?cdGaleria=42&cdFotografo=284

Anúncios

Foto do dia 20.04: Avani Stein/ Ímã Foto Galeria

Fotografia do  Dalai Lama, utilizando a técnica “Foto Arte”. Uma linguagem criada pela própria fotógrafa, onde ocorre a sobreposição de elementos criptográficos às suas composições fotográficas.
AVANI STEIN
Formou-se em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre (1972). Descobriu ainda na faculdade a profissão de repórter fotográfica, que a levou a registrar, nos anos 70, a revolução Sandinista, o acidente atômico de Three Miles Island e as visitas do Papa e de Fidel Castro a Nova Iorque. Radicou-se em São Paulo onde colaborou inicialmente com a revista Veja (1983), com o jornal Folha de S. Paulo (1984-1986) e depois com a revista Isto É (1986-1988). A partir de então passou a atuar de forma independente, fazendo reportagens freelance em veículos como Brasil Transportes, Jornal da Tarde, Jornal Acrópole e revista Shalom, entre outros. Em meados dos anos 90, motivada pelo estudo da pintura, começa a desenvolver trabalhos de expressão pessoal em fotografia e sobrepõe elementos criptográficos às suas composições fotográficas. Foi contemplada com o Prêmio Pão de Açúcar (1996) e ganhou o Prêmio Porto Seguro de Fotografia (2001).
Mostras individuais
1994 – De Cara, Galeria da Consolação, Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo
1994 – Da Janela, Aliança Francesa, São Paulo
1998 – Michmash, Teatro São Pedro, Porto Alegre
1999 – Baleia-franca, Garopaba
2003 – Avani Stein, Galeria Mercúrio, São Paulo
Exposições coletivas
1977 – Terremoto da Guatemala, Sindicato dos Jornalistas, São Paulo
1983 – São Paulo Arte, Museu da Imagem e do Som, São Paulo
1985 – Fotógrafos, Folha de S. Paulo
1993 – Agência Angular,  Casa Fuji de Fotografia, São Paulo
1993 – Mês Internacional da Fotografia, Sesc Pompéia, São Paulo
1998 – Tributo a Porto Alegre, 2ª Bienal Internacional de Fotografias Cidade de Curitiba
1999 – Gaúchos na Bienal, Usina do Gasômetro, Porto Alegre
2000 – Baleias no quintal, Porto Alegre
2000 – Cinco Elementos, Casa das Rosas, São Paulo
2000 – O Bardi dos Artistas, Galeria Marta Traba, Memorial da América Latina,
São Paulo
2001 – Mostra Prêmio Porto Seguro Fotografia, Espaço Porto Seguro Fotografia, São Paulo

Foto do dia 19/04: Marcos Rosa

Marcos Rosa

Crianças Yanomamis brincam com seu cachorro.

Em homenagem ao Dia do Índio, compartilhamos hoje estas fotos do Marcos Rosa de índios Yanomamis, registradas 10 anos atrás.

Marcos Rosa é free-lancer da Editora Abril, mas está trabalhando em uma consultoria de um projeto para a revista Hola (revista espanhola de 65 anos e está em 70 países por meio de 13 linguas diferentes). Já foi editor da revista Caras e trabalhou na agência Angular.

O interesse de visitar a aldeia Yanomami surgiu quando Marcos descobriu que garimpeiros mantinham uma pista clandestina para pouso de aviões dentro da terra indígena Yanomami. Teve que pedir permissão para do exército que mantém um Pelotão próximo a comunidade, para realizar as fotos e conseguiu chegar à aldeia com um avião cargueiro das forças armadas. Ficou 20 dias na aldeia documentando a atuação dos médicos com os indígenas. Em seguida conseguiu publicar a matéria na revista Veja. Já fotografou indígenas do Alto Xingu e da Raposa Serra do Sol.

Os Yanomami formam uma sociedade de caçadores-agricultores da floresta tropical do Norte da Amazônia cujo contato com a sociedade nacional é, na maior parte do seu território, relativamente recente. Seu território cobre, aproximadamente, 192.000 km², situados em ambos os lados da fronteira Brasil-Venezuela na região do interflúvio Orinoco – Amazonas (afluentes da margem direita do rio Branco e esquerda do rio Negro). Constituem um conjunto cultural e lingüístico composto de, pelo menos, quatro subgrupos adjacentes que falam línguas da mesma família (YanomaeYanõmami, SanimaNinam). A população total dos Yanomami, no Brasil e na Venezuela, é hoje estimada em cerca de 26.000 pessoas.

No Brasil, a população yanomami é de cerca de 12.500 pessoas, repartidas em 188 comunidades (censo FUNASA). A Terra Indígena Yanomami, que cobre 9.664.975 ha (96.650 km²) de floresta tropical é reconhecida por sua alta relevância em termo de proteção da biodiversidade amazônica e foi homologada por um decreto presidencial em 25 de maio de 1992.

O etnônimo “Yanomami” foi produzido pelos antropólogos a partir da palavra yanõmami que, na expressão yanõmami thëpë (língua Yanomami occidental), significa “seres humanos” (yanomae thëpë em Yanomami oriental). Essa expressão se opõe às categorias yaropë (animais de caça) e yai thëpë (seres invisíveis ou sem nome), mas também a napëpë (inimigo, estrangeiro, “branco”).

Os Yanomami remetem sua origem à copulação do demiurgo Omama com a filha do monstro aquático Tëpërësiki, dono das plantas cultivadas. A Omama é atribuída a origem das regras da sociedade e da cultura yanomami atual, bem como a criação dos espíritos auxiliares dos pajés: os xapiripë (ou hekurapë). O filho de Omama foi o primeiro xamã. O irmão ciumento e malvado de OmamaYoasi, deu origem à morte e aos males do mundo.

Uma narrativa mítica ensina que os estrangeiros devem também sua existência aos poderes demiúrgicos de Omama. Conta-se que foram criados a partir da espuma do sangue de um grupo de ancestrais Yanomami levado por uma enchente após a quebra de um resguardo menstrual e devorado por jacarés e ariranhas. A  língua “emaranhada” dos forasteiros lhes foi transmitida pelo zumbido de Remori, o antepassado mítico do marimbondo comum nas praias dos grandes rios.

Para chegar a esta inclusão dos brancos numa humanidade comum, ainda que oriunda de uma criação “de segunda mão”, os antigos Yanomami tiveram que viver um longo tempo de encontros perigosos e tensos com esses estranhos, que passaram a chamar de napëpë (“estrangeiros, inimigos”). De fato, a primeira visão que tiveram dos brancos foi de um grupo de fantasmas vindo de suas moradias nas “costas do céu” com o escandaloso propósito de voltar a morar no mundo dos vivos (a volta dos mortos é um tema mítico e ritual particularmente insistente na cultura  Yanomami).

Por não possuírem afinidade genética, antropométrica ou lingüística com os seus vizinhos atuais, como os Yekuana (de língua karib), geneticistas e lingüistas que os estudaram deduziram que os Yanomami seriam descendentes de um grupo indígena que permaneceu relativamente isolado desde uma época remota. Uma vez estabelecido enquanto conjunto lingüístico diferenciado, os antigos Yanomami teriam ocupado a área das cabeceiras do Orinoco e Parima há um milênio, e ali iniciado o seu processo de diferenciação interna (há 700 anos) para acabar desenvolvendo suas línguas atuais.

Segundo a tradição oral yanomami e os documentos mais antigos que mencionam este grupo indígena, o centro histórico do seu habitat situa-se na Serra Parima, divisor de águas entre o alto Orinoco e os afluentes da margem direita do rio Branco. Essa é ainda a área mais densamente povoada do seu território. O movimento de dispersão do povoamento yanomami a partir da Serra Parima em direção às terras baixas circunvizinhas começou, provavelmente, na primeira metade do século XIX, após a penetração colonial nas regiões do alto Orinoco e dos rios Negro e Branco, na segunda metade do século XVIII. A configuração contemporânea das terras yanomami tem sua origem neste antigo movimento migratório.

Tal expansão geográfica dos Yanomami foi possível, a partir do século XIX e até o começo do século XX, por um importante crescimento demográfico. Vários antropólogos consideram que essa expansão populacional foi causada por transformações econômicas induzidas pela aquisição de novas plantas de cultivo e de ferramentas metálicas através de trocas e guerras com grupos indígenas vizinhos (Karib, ao norte e a leste; Arawak, ao sul e ao oeste), que, por sua vez, mantinham um contato direto com a fronteira branca. O esvaziamento progressivo do território desses grupos, dizimados pelo contato com a sociedade regional por todo o século XIX, acabou favorecendo também o processo de expansão yanomami.

Até o fim do século XIX, portanto, os Yanomami mantinham contato apenas com outros grupos indígenas vizinhos. No Brasil, os primeiros encontros diretos de grupos yanomami com representantes da fronteira extrativista local (balateiros, piaçabeiros, caçadores), bem como com soldados da Comissão de Limites e funcionários do SPI ou viajantes estrangeiros, ocorreram nas décadas de 1910 a 1940. Entre os anos 1940 e meados dos anos 1960, a abertura de alguns postos do SPI e, sobretudo, de várias missões católicas e evangélicas, estabeleceu os primeiros pontos de contato permanente no seu território. Estes postos constituíram uma rede de pólos de sedentarização, fonte regular de objetos manufaturados e de alguma assistência sanitária, mas também, muitas vezes, origem de graves surtos epidêmicos (sarampo, gripe e coqueluche).

Fonte: CCPY (Comissão Pró-Yanomami)

Foto do dia 16/04: Marcos Santilli/Ímã Foto Galeria

Marcos Santilli/Ímã Foto Galeria

“Fotografada em Brasília, alguma ponta de cidade satélite.
Para mim, o autor suspeito, sugere o pensamento de que antigamente as cidades brasileiras formavam-se ao redor da praça da igreja matriz. Hoje, as comunidades nacionais agrupam-se em torno da parabólica e do campo de futebol.”
José Marcos Brando Santilli (Assis SP 1951) é fotógrafo, curador e produtor cultural. No início da década de 1970, abandona o curso de artes e arquitetura da Universidade de Brasília – UnB para atuar como fotojornalista nos periódicos Diário de BrasíliaJornal de Brasília. Estuda fotografia na escola Agfa Gevaert, em 1973, em Londres, e de volta ao Brasil, entre 1974 e 1978, fotografa para a sucursal da Editora Abril em Brasília. Paralelamente, inicia projeto de documentação audiovisual e fotográfica das transformações sociais e ambientais em Rondônia e no Acre. No começo dos anos 1980, transfere-se para São Paulo e trabalha no Instituto de Documentação e Artes da Prefeitura Municipal. Empenhado na melhoria das condições de trabalho dos fotógrafos, em 1977 e 1978, torna-se vice-presidente da União dos Fotógrafos de Brasília e, de 1981 a 1982, da União dos Fotógrafos de São Paulo, e é um dos membros-fundadores do Núcleo dos Amigos da Fotografia – NAFoto. De 1998 a 2003, dirige o Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS/SP. No decorrer de sua carreira, recebe diversas bolsas de estudo nas áreas de fotografia, cinema, vídeo e informática, entre as quais se destacam as concedidas pela John Simon Guggenheim Memorial Foundation, em 1981, pela Fundação Vitae, em 1988, e pela The Fulbright Commission, em 1989. É autor dos livros Are, 1987; Madeira-Mamoré Imagem e Memória, 1987; e Amazon.

“O material fotográfico obtido tem tal eloqüência que, com ele, Marcos Santilli consegue articular um discurso sobre a colonização da Rondônia, praticamente sem lançar mão do recurso da palavra, a não ser para localizar as fotos no tempo e no espaço. As imagens são precisas em sua intenção antropológica, acompanhando minuciosamente todo o processo de obtenção do ouro no garimpo, o trabalho do seringueiro, o processamento da mandioca pelos índios, ou os vários métodos de desmatamento. O fotógrafo disseca a região com o olhar de um analista, busca os detalhes significantes, examina o rosto de um ex-ferroviário parte por parte, observa a miscigenação de uma família imigrante ao longo das sucessivas gerações”.

Arlindo Machado

“(…) O espectador segue a saga dos índios, ferroviários, seringueiros, garimpeiros, colonos. Acompanha, através dos rostos, a caminhada irreversível do tempo. E agora, já dono das imagens, que por sua vez cativou, fica com vontade irresistível de, tantos quilômetros e imagens percorridos, tomar o caminho de volta, mais uma vez. E, junto com o fotógrafo, abraçar a imensidade do espaço, apanhar o sol, mergulhá-lo de novo no rio e aconchegar as vidas dentro da luminosidade do ar, transparência da água e calor do sol. E preservá-las assim, para sempre”.

Stefania Bril

Mostras individuais

1980 – Índios, Galeria Fotóptica, São Paulo

1981 – Fazendas de Café do Vale do Paraíba, Museu da Imagem e do Som, São Paulo

1981 – Bixiga, uma Pesquisa Urbana, Museu da Imagem e do Som, São Paulo

1985 – Nharamaã, a Pré-História de um Estado, Centro Cultural São Paulo

1989 – Madeira-Mamoré, Funarte, Rio de Janeiro

1993 – Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, uma Aventura Fotográfica, Museu da Imagem e do Som, São Paulo

Exposições coletivas

1976 – Bienal Nacional 76, Fundação Bienal de São Paulo

1979 – 1ª Mostra de Fotografia, Funarte, Rio de Janeiro

1981 – The New YorkBotanic Garden, The Peabody Museum, Nova Iorque, Estados Unidos

1984 – 3º Colóquio Latino-Americano de Fotografía, Casa de Las Américas, Havana, Cuba

1984 – Tradição e Ruptura: auto-retrato do brasileiro, Fundação Bienal de São Paulo

1992 – Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, Kunsthaus, Zurique, Suiça

1994 – FotoFest’94. The Fifth International Festival of Photography The Global Environment, Houston, Estados Unidos

1998 – Amazônicas, Itaú Cultural, São Paulo

1999 – Brasilianische Fotografie 1946 bis 1998, Kunstmuseum, Wolfsburg, Alemanha

2002 – Visões e Alumbramentos: fotografia contemporânea brasileira da coleção Joaquim Paiva, Oca, São Paulo

Leia nesta matéria um pouco mais sobre a fotografia de Marcos Santilli: http://www.imafotogaleria.com.br/noticias/noticia.php?cdTexto=571

Foto do dia 14/04: Tuca Vieira/Ímã Foto Galeria

Tuca Vieira/Ímã Foto Galeria

Esta foto faz parte do seu trabalho Um Caminho nas Índias que esteve em exposição na Galeria Paul Mitchell, em São Paulo, no ano de 2002. Como forma de homenagem ao ano novo indiano de acordo com o calendário solar hindu, celebrado hoje no nordeste da Índia com a festa de Rongali Bihu, que marca o início da primavera e de uma nova temporada para a agricultura, compartilhamos aqui esta foto do Tuca Vieira que faz parte do acervo da galeria.

Tuca Vieira é fotógrafo desde 1991. Formou-se em Letras pela Universidade de São Paulo em 1998. Estudou fotografia com Cláudio Feijó, Eduardo Castanho, André Douek, Nair Benedicto e Eder Chiodetto. Trabalhou no Museu da Imagem e do Som, na Agência N-Imagens e como free-lancer. Fez parte da equipe de fotógrafos da Folha de S. Paulo de 2002 a 2009. Tem trabalhos publicados nos principais jornais e revistas brasileiros. Fez quatro exposições individuais: A Luz da Terra da Sol (1994) e Um Caminho nas Índias (2002), Fotografia de rua, Brasília (2007) e Fotografia de rua em São Paulo (2008); participou das coletivas Foto São Paulo (2001) e Fotojornalismo São Paulo, Retrospectiva 2004. É vencedor do Prêmio Folha de jornalismo – categoria fotografia (2003) e do Prêmio Grupo Nordeste de Fotografia – categoria profissional (2005). Atualmente está com a exposição coletiva Do Espaço Estilhaçado na galeria Micasa, que se encerra no dia 17 de abril. É autor, em parceria com o jornalista Marcelo Coelho, do livro As Cidades do Brasil -São Paulo, pela Publifolha(2005).

Se quiser mais fotos do Tuca visite nosso site: http://www.imafotogaleria.com.br/galeria/fotografo.php?cdFotografo=132

Foto do dia 13/04: Lalo de Almeida/Ímã Foto Galeria

Lalo de Almeida/Ímã Foto Galeria

Menino Evangélico caminha com sua guitarra em Jardim Paraná, Zona Norte de São Paulo. Esta foto faz parte do projeto “Periferias”.

Lalo estudou fotografia do Instituto Europeo di Design em Milão na Itália. Ingressou no fotojornalismo trabalhando em pequenas agências milanesas cobrindo a crônica policial da cidade. Depois trabalhou para a agência Grazi Neri, aonde cobriu assuntos nacionais e internacionais como a guerra da ex-Iugoslávia.

De volta ao Brasil trabalhou para o jornal Estado de S. Paulo, a revista Veja e outras publicações. Desde 1995 é fotógrafo do jornal Folha de S. Paulo, além de colaborar com publicações internacionais como o The New York Times.

Paralelamente vem realizando trabalhos de fotografia documental como o projeto “O Homem e a Terra” sobre as populações tradicionais brasileiras, que recebeu o prêmio máximo da I Bienal de Fotografia de Curitiba em 1996 e foi indicado ao Internationalier Preis Fur Jungen Bildjournalismus em 2003 na Alemanha.

É autor das fotografias do livro Nas Asas do Correio Aéreo lançado em 2002.

Essa foto faz parte do acervo da galeria. Para ver mais fotógrafos do nosso acervo visite nosso site: http://www.imafotogaleria.com.br/galeria/

Foto do dia 12/04: Ed Viggiani/Ímã Foto Galeria.

   Ed Viggiani/Ímã Foto Galeria

O fotógrafo Ed Viggiani visitou os Lençóis Maranhenses em 1988 e em 2001 a fim de realizar esta belíssima documentação das dunas e miragens dos Lençóis que ficam entre os Estados do Maranhão e Piauí.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é uma reserva ecológica brasil…eira criada em 2 de junho de 1981 numa área de 155 mil hectares nas margens do Rio Preguiças, no nordeste do estado do Maranhão e distante cerca de 260 km de São Luís, ocupando uma área total de 270 quilômetros quadrados, com dunas de até 40 metros e lagoas de água doce. O filme Casa de Areia foi gravado dentro do parque.

O acesso é realizado por via terrestre pela BR 135, por via Marítima, entrando no canal do Rio Preguiças em Atins e por via Fluvial, a partir de Barreirinhas, através do Rio Preguiças.

Autodidata, Ed começou no fotojornalismo, em 1978. Passou pelo Jornal O Povo, de Fortaleza (CE), pela revista “Istoé” pelos paulistas Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil –todos de São Paulo (SP). Nesse meio tempo, esticava sua visão esquerda à movimentação social no país e no mundo. E foi desse olhar diferenciado que surgiu sua primeira exposição individual: “Matando o Tempo a Golpe de Luz” (1991, Galeria Fotoptica) recebeu o prêmio de melhor do ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

No mesmo ano, ganhou o “The Mother Jones International Fund for Documentary Photography”, em San Francisco (EUA) pelo ensaio fotográfico “Irmãos de Fé”, que retratava a religiosidade popular no Brasil.
Desde então, não parou. Foi para o Masp (Museu de Artes de São Paulo) em 1993 com a mostra “Paris em Preto e Branco” no Museu de Artes de São Paulo (MASP). Foi idealizador e coordenador editorial do livro “Brasil Bom de Bola”. Em 1999, recebeu o prêmio J.P. Morgan de Fotografia com as obras de “O Retrato da TV”, que hoje pertencem ao acervo do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo).

O futebol também é temática de seu trabalho. Idealizou o livro “Brasil Bom de Bola” em 1988, que foi lançado nas principais capitais do Brasil e no Museu do Louvre, na França, durante a Copa do Mundo. Ed também é autor do livro de fotografia “Brasileiros Futebol Clube”, de 2006, com apresentação de Luis Fernando Veríssimo.

Em outubro do ano passado (2009) realizou a exposição “Meu Olho Esquerdo”, na Caixa Cultural da Sé de São Paulo, que representa o lado “B” do seu trabalho.

Se você quer ver mais fotos desse trabalho do fotógrafo, visite nosso site: http://www.imafotogaleria.com.br/galeria/fotografo.php?cdFotografo=199